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31.12.07

Moda, tendências e feliz 2008

Os 3 links a seguir são dica do Radar 55.
1) O blog do MoMa que decidiu fazer uma exposição virtual através de um blog que é atualizado diariamente mas tem dia certo pra acabar. Até o 13 de abril você pode conhecer detalhes do acervo de moda do Museu em NY. Os posts falam de cada peça e da sua criação e criadores;
2) A lista com a próxima geração de talentos na moda, fotografia, design, etc que a WallPaper selecionou. Acreditam que eles prometem muito pra 2008;
3) E a ótima idéia do viral que a Taschen está promovendo pra este fim de ano. Disponibilizaram imagens do seu acervo de livros para que as pessoas possam enviar como cartão de Natal e Ano Novo. O envio é online e pra cada imagem, eles indicam o livro de onde saiu com preço e tudo. Ótima forma de promover as obras da editora. Veja aqui.

Siga o líder

A Exame apresenta 10 dos maiores líderes empresariais que inovaram, salvaram ou revolucionaram seu negócio em 2007. Veja aqui a análise sobre o que fizeram por merecer estarem na lista. Mais uma pra retrospectiva.

Loja ou instalação

Aproveitando a deixa desse post anterior, segue aqui essa ação de guerrilha e arte instalação criada por 2 artistas e exposta entre maio e junho deste ano que acaba. The Wrong Store, uma loja fechada ao público que apenas pode ver os produtos mas não consegue comprar nada. Não tem porta. Só vitrine. O fato é antigo, mas vale pela idéia e repercussão que gerou. Veja aqui, aqui e aqui. Fica como retrospectiva de 2007.

27.12.07

Classificação livre

A idéia de dividir o público em classes ABCD só não é mais contestada do que a forma como isso é definido. Alguns institutos ainda adotam classificações baseadas no número de aparelho de TV ou de carros que o consumidor possui. Cada vez mais essa divisão vem perdendo terreno pra um modelo mais complexo que leva em consideração gostos pessoais que fazem com que o office boy que ganha 2 ou 3 salários mínimos deseje juntar suas economias pra comprar um tênis de grife, que o identifique ou o destaque na sua turma. Nesse artigo do Mundo do Marketing esse assunto é abordado, tratando da forma como algumas marcas tem ganho espaço conhecendo melhor o seu público e indo além da mera classificação sócio-econômica convencional.

Norte 1: Tânia Bulhões

O nome da loja aparece em muitas listas de casamento. Primeiro indicando objetos de decoração. Geralmente em prataria e cristal. Hoje já é possível pedir desde móveis pra casa até produtos de perfumaria. A artista plástica Tânia e sua irmã Kátia foram descobrindo o potencial no mercado de luxo e direcionando o foco, ao mesmo tempo que diversificaram a oferta. Antes, usava a loja fundada em Minas Gerais para ajudar os clientes não só na compra de peças como também nos projetos de decoração das suas casas. Descobriu que ser concorrente dos decoradores significava perder uma clientela fortíssima. Focou então apenas nas vendas. Sua loja veio pra São Paulo, ganhou a fidelidade de um público endinheirado e virou uma espécie de Daslu da decoração com a Tânia Bulhões Home. Recentemente inaugurou um anexo também luxuoso só para comercializar perfumes e essências, onde cada tipo de produto tem uma sala especial e aromas próprios, os clientes são convidados pra uma degustação de fragâncias e tudo fica exposto em frascos como numa antiga farmácia. A idéia é oferecer estilo de vida. O estilo a la Bulhões, claro. Mas a marca passa a seguir um norte próprio que vai além de uma loja de decoração ou uma simples perfumaria. Site aqui.

21.12.07

Biografia autorizada

Você não é um ator famoso, um político influente, um artista talentoso. A chance de ser biografado por alguém seria nula, caso não existisse a My Special Book. Uma empresa com escritório nos EUA e na Argentina, que agora está se instalando no Brasil. Seu trabalho é pesquisar, escrever, organizar e diagramar livros customizados com a biografia de anônimos. Você encomenda, dá detalhes do biografado e das pessoas que devem ser consultadas, envia as imagens e ao final pode ter um livro com acabamento luxuoso contando sua história. Preço? Segundo o criador do site, em entrevista ao curso de Gestão do Luxo da Faap, varia de acordo com o tamanho e complexidade da pesquisa, mas seria algo próximo de uma boa festa de casamento.

20.12.07

Siga as tendências

O AdAge publica essa semana uma análise das coisas que vão ser tendência na área de marketing, publicidade, comunicação e negócios. Veja aqui.

Conteúdo, marcas e credibilidade

Como usar o brand content não é uma questão meramente estratégica ou técnica. Passa também por questões éticas, morais, filosóficas. Pois a "estratégia" de querer oferecer conteúdo com a intenção de se promover pode ser um tiro no pé para as marcas e os veículos quando ambos não sabem separar bem o que é interesse do consumidor e o que é meramente interesse do anunciante. Esse texto, no site do CCSP, e o exemplo citado envolvendo majors como os cigarros Camel e a revista Rolling Stones em caso recente, é bom para dar uma dimensão do que pode acontecer quando as coisas não ficam muito claras. Ruim para todo mundo, principalmente para os profissionais de comunicação que tem sua credibilidade abalada. Nem tudo o que é "cool" - pra usar um termo tão na moda e ao mesmo tempo já tão desgastado - é realmente bacana.

17.12.07

Isso é que é analfabeto funcional

Um cara articulado, com emprego, bom salário e que cita autores consagrados mas não sabe ler uma única linha de texto. Nessa entrevista feita por Caio Túlio Costa, para a Meio & Mensagem, você conhece Din Upshaw, que logo cedo decidiu que seria analfabeto. Se a sua história for mesmo verdadeira, impressiona.

11.12.07

Cliente multidisciplinar

Essa idéia de ser multidisciplinar se aplica às agências. Mas e os clientes, não podem ser também na escolha dos seus fornecedores? Buscar as diferentes especialidades de cada agência é uma forma de pôr isso em prática. Como algumas outras grandes marcas, a LG está distribuindo o controle de sua comunicação por 4 agências. Mas não da forma como geralmente se faz normalmente no Brasil. A divisão é por especialidades ou serviços, não por produtos. Ou seja, a BBH com ficou com a criação mundial, a Mindshare da WPP com a compra de mídia, a Y&R com as ações locais e a Publicis Modem fica no marketing digital. Isso é fácil de pegar aqui? Deu hoje no CCSP.

2.12.07

Mobile shopping

Você lê um anúncio na revista impressa e quer comprar o produto. Nos tempos pré-históricos, quando não havia internet, esse recurso não era possível. Ou melhor, não era simples. Hoje isso acontece num clicar de botão. Você entra num site e ao apertar o banner vai parar na loja online e é só pedir que o produto chega na sua casa. Mas a revista não poderia evoluir adotando algo semelhante? O meio impresso continua abundante e nada impede que tecnologias seja adaptadas para repetir a eficiência da web. O ShopText é um recurso simples. Você cadastra seu celular no site e todas vez que ver o logotipo deles num anúncio ou cartaz de algum produto ou marca é só digitar o código impresso pelo celular e enviar. Sua compra acaba de ser feita e o produto chega no endereço que você cadastrou. A idéia foi desenvolvida em conjunto com o pessoal da agência Anomaly, de NY.

1.12.07

Como um viral torna-se um viral

Simplesmente jogar um vídeo no You Tube e sair divulgando não basta pra ele se tornar viral. Há truques, atalhos e uma boa estratégia a ser seguida. Leia aqui.

29.11.07

Será que pega?

Surge mais um proposta que promete mudar os rumos das coisas na publicidade. No mínimo deve provocar alguma discussão. A exemplo da OpenAd, citado alguns posts antes, a Bootb é um serviço que as agências e criativos do mundo podem usar pra realizar seus jobs. A proposta é a mesma. Os clientes colocam seu job no site, com um briefing, e publicitários (ou não) enviam suas idéias no prazo determinado. A iniciativa é de gente de marketing de grandes anunciantes. Atualmente há jobs da Lego e Peugeot, por exemplo. No site do Clube de Criação a notícia tem gerado uma boa polêmica. Um dos comentários cita um exemplo brasileiro que segue na mesma linha. Veja aqui.

27.11.07

Real advertising 2

Completando o post abaixo, talvez muitos só conheçam o lado mais "publicitário" da campanha de Dove. Segue aqui o link da versão nacional do site sobre a Real Beleza, com uma pesquisa completa que mostra dados sobre auto-estima de mulheres em dezenas de países. Segundo essa pesquisa, 2/3 das mulheres (adolescentes e adultas) deixam de fazer algum tipo de atividade por vergonha do corpo. Outros números interessantes podem ser vistos por lá, dando embasamento aos conceitos promovidos pela marca para pôr fim aos estereótipos. Bom lembrar também que há uma parcela de culpa dos pais e outros adultos nessa pressão toda sobre os idéias de beleza. A Dove tem outros filmes sobre isso, mais documentais, e um programa com uma série de eventos, workshops e ações para ajudar a promover a auto-estima de crianças e jovens e ajudar na orientação dos seus pais. É interessante como a publicidade está sempre na berlinda, mesmo quando sua estratégia de marketing pode ser usada para ajudar as pessoas de alguma forma.

Real advertising

Alguns posts atrás falamos do filme de Dove que circula na rede, o "Onslaught". Esta semana, a AdAge publica reportagem sobre as críticas que o filme vem recebendo por alertar os pais sobre os padrões estéticos que a mídia impõe. O problemas apontado não é com os valores da Dove e sim com a postura da Unilever, a fabricante do produto. Os comentários negativos em jornais, revistas e blogs questionam a empresa que ataca o culto à beleza para divulgar um produto, mas ao mesmo tempo exalta a sensualidade em outros, como no caso do Axe. Estrategicamente, nada errado. A empresa lida com produtos diferentes para públicos distintos. O conceito de Dove destina-se a um público que valoriza os princípios da sua campanha. O de Axe busca outro foco. Marketing apenas. As críticas são inclusive bem-vindas pois, como diz o pessoal da Unilever, elas permitem o diálogo. Quem sabe, não ajuda as empresas a reverem sua postura. A acusação de hipocrisia que alguns fazem não leva em conta que apensar de pertencer a um mesmo grupo, cada produto é administrado por equipes diferentes que em geral nem se conhecem. A diretoria de marketing de um é diferente da diretoria do outro. E cada um tem sua própria estratégia cujo principal objetivo é vender. E como diz um dos críticos, o papel da empresa não é vender valores e sim produtos. Esse comentário pode ser questionado, mas se é assim isso só dá legitimidade ao posicionamento da Unilever, apesar de não ter sido essa a intenção de quem criticou. Se a marca está colocando no ar uma campanha que detona alguns valores que ela própria dissemina, é corajoso. Quando ela faz isso está dando a cara pra bater (como está acontecendo), pois seu marketing viral no YouTube permite que pessoas adorem a marca e outras denunciem suas práticas num mesmo espaço. Isso ajuda a empresa a equilibrar inclusive seu discurso. É saudável. Coisas dos novos tempos. Fazer um mea culpa vez por outra é sempre bom. Mas não é de hoje que algumas marcas fazem ressalva quanto aos malefícios de suas mensagens e daquilo que produzem, numa atitude responsável e (não sejamos cínicos) também como forma de ganhar a simpatia de consumidores. É bom quando o policiamento vem de todos os lado. Inclusive, da própria empresa.

26.11.07

Agência virtual

Você é um cliente nos EUA, digamos que a Gillette. Precisa de um trabalho, do tipo um anúncio ou uma logomarca em 24 horas. O que você faz? Liga pra sua agência e pede ou manda uma mensagem pro OpenAd? A Gillette optou pela segunda. A agência é virtual, formada por mais de 9 mil criativos espalhados (cadastrados) pelo mundo. O cliente passa o briefing, o pessoal da OpenAd dispara o pedido e em pouco tempo ele recebe várias opções dos mais diversos profissionais. O escolhido recebe pela criação. Outros podem produzir a peça. Na verdade, a OpenAd funciona como uma central de ativação, que representa milhares de criativos para executar um job. É o fim das agências de propaganda? Se elas pensam que o seu trabalho é apenas criar um anúncio ou um comercial, talvez seja uma ameça. Dizem que o departamento de grandes anunciantes já utilizaram o expediente. Como dizia um antigo comercial da Fiat, está na hora de você rever os seus conceitos. Detalhes do processo e das campanhas neste e neste link da Meio&Mensagem.

17.11.07

Inovação de A a Z

Bom, "z"é força de expressão. Na verdade, a AdAge colocou no ar uma lista de 50 produtos inovadores e os visionários que deram origem a eles. Desde produtos como Activia (letra A), passando pelas Havaianas e iPhone (claro), até o Yahoo!Answer (acaba no Y, pra ser preciso). Vale a pena conferir. Os comentários são curtos. Leia aqui.

13.11.07

Garota dos sonhos

O cara viu a garota no Metrô. Fez um site para tentar localizá-la e acabou achando. Hoje são os queridinhos da mídia. Não é pra cortar o barato de ninguém, mas não cheira algum marketing de emboscada ou qualquer coisa com nome parecido? Acompanhe a história pelo Blue Bus aqui, aqui, aqui e aqui. Até o site dele é bacaninha.

4.11.07

Geek Marketers

Quando você junta um marketeiro e um especialista em tecnologia numa mesma pessoa ela se torna um geek marketer, como mostra o blog do Felipe Serrão nesse link sobre um artigo da AdAge. A nova função é um filão futuro que tenta unir as ferramentas de merketing com as inovações tecnológicas. Não parece ser tão longe da realidade atual. Aliás, comentário perto desse tema foi tratado nesses dois links aqui.

23.10.07

Caixão sustentável

Até onde vai o conceito de sustentabilidade? Em Hong Kong vai até o caixão. Veja na BBC.